Sábado , 20 Julho 2019
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Capanema: Quadros vivos da Paixão de Cristo na Via Sacra

A Via Sacra é uma maneira que os fiéis têm de percorrer mentalmente o mesmo caminho que seu profeta, desde o pretório de Pilatos até o Monte Calvário. Trata-se de uma prática comum do período da Quaresma, cuja origem remonta as cruzadas. As meditações da Via Sacra são baseadas nas tradicionais 14 estações ou etapas que se apresentam as cenas da Paixão de Cristo a serem meditadas por seguidores e devotos.

A Semana Santa em Capanema é aguardada com expectativa, porque já faz alguns anos, os jovens que participam dos movimentos da Igreja católica, montam um cenário ao ar livre nas ruas da cidade para o cortejo que representa os quadros vivos da Paixão de Cristo, a Via Crucis. Durante dias eles intensificam ensaios para que seja dada originalidade aos quadros em que os atores incorporam os seus personagens, sendo o principal protagonista, Jesus, que é conduzido para o calvário, carregando uma pesada cruz nas costas.

Como o evento já se tornou tradição na cidade é acompanhado passo a passo por centenas de pessoas que aplaudem e se emocionam com os intérpretes que cumprem o que está escrito no roteiro, mostrando cada um o seu talento e desenvoltura.

Na manhã de ontem, a Via Sacra foi o evento mais importante para iniciarem as celebrações da Sexta-feira Santa, culminando com a procissão do Senhor morto, quando então começam os preparativos para a Páscoa no domingo, 20.

O líder da Paróquia do Perpétuo Socorro, Frei Luís Spelgatti, esteve acompanhando todo o percurso, proferindo as reflexões em cada estação, pontuando o tema da Campanha da Fraternidade que destaca a Política Pública como procedimento a ser cumprido determinantemente.

O ponto mais importante dos quadros vivos da Via Sacra, foi quando da chegada ao Monte Calvário (cenário improvisado em local situado na Rua Holanda Rios), com a crucificação de Jesus, momento de grande emoção tanto para os atores quanto para as pessoas que acompanhavam. O fato consumado retratado na encenação, faz com que as reflexões contingenciem atos de benevolência a serem praticados pelos que acreditam na ressurreição como crença substancial na existência de Deus vivo.

Edição: Maikon Douglas
Texto: Dalva e Paulo Vasconcelos
Fotos: Dalva Vasconcelos

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