Domingo , 26 Maio 2019

Mário Piçarra: o craque e o seu legado

 

Vivia-se a década de 1970, ocasião em que o futebol no interior do Estado do Pará era a vitrine para os grandes times da capital. A Federação Paraense de Futebol-FPF, coordenava o Campeonato Intermunicipal que reunia as Seleções do “Hinterland”, sendo que Capanema, Bragança, Castanhal e Ananindeua eram as mais fortes da época.

O futebol de Capanema tinha os filiados da liga esportiva, clubes tais como: Brasil, Vitória, Cometa, Rodoviário, Aliados, Maguari, Cruzeiro e muitos outros, que compunham a elite da “Terra do Cimento”. A Seleção buscava a conquista de um título e foi então, que alguns empresários se juntaram para formar um grande escrete que representasse o Município.

Até os dias de hoje, muitos desportistas sabem escalar a Seleção que conquistou o tricampeonato intermunicipal nos anos de 1970/71/72, pois o famoso técnico Aloisio Brasil comandou o time em 1969, sendo substituído pelo capanemense João Varella Serra e foi por aí que tudo começou, pois vieram as três conquistas de forma invicta.

O timaço que foi a base de tudo, era assim escalado: Edson Cimento; Rodete, Mário Piçarra, Chico Bulhões e Oliveira; Escurinho e Canhoto; Téo, Ajax, Sinval e Vanjinho. Nesse escrete, figuraram também, outros jogadores que fazem parte da história do futebol que era contado em verso e prosa pelos cronistas esportivos da Capital, Belém do Pará: Jatair, Miguelzinho, Marcelo, Zé Raimundo, Branco, Zezana, Oswaldo, João da Banha, Carlindo, Satuca, Santo, Carlinhos Reis, Ozéas, Naulis, Carlos do Angelico, Nelci e outros craques que vestiram a camisa da inesquecível equipe, respeitada em toda a Região.

Hoje, 24 de janeiro, o eterno capitão da seleção de Capanema, Mário Barros de Souza, que o futebol conhece como “Mário Piçarra”, se vivo fosse, estaria completando 81 anos de idade. Ele era um zagueiro clássico que usava a tranquilidade como principal estratégia nas jogadas que fazia, quando se iniciava a era do futebol moderno, substituindo a força. A cidade de Capanema tem marcada em sua história de 108 Anos, a trajetória de “Mário Piçarra”, um homem simples que constituiu família e formou um grupo seleto de amigos não somente no futebol.

A família de “Piçarra”, representada pela viúva Dolores Souza e pelos filhos: Mauro, Mario Filho, Mautoni, Mádel, Maelton, Marcio, Riane e Sandra Regina, o representam, pois quem conhece o legado daquele excelente jogador, sabe que ele sempre será lembrado. Por tudo isso, o nome de “Mário Piçarra” é sempre motivo de alegria para aqueles que o conheceram quando em vida. Sabedoria, excelência, serenidade, paz de espirito, alegria e responsabilidade, são algumas qualidades que sintetizam a vida do saudoso Mário Barros de Souza. (PV)

Edição e digitação: Maikon Douglas
Texto: Paulo Vasconcellos
Fotos: Divulgação/Álbum de Família

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